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Servidores do Estado podem decidir greve nesta quinta (16)

Por Regional ES

16/05/2024 às 07:18:41 - Atualizado há
Foto: Reprodução

Servidores do Governo do Estado vão discutir nesta quinta-feira (16), em Assembleia Geral Unificada (AGU), a possibilidade de paralisação dos serviços públicos estaduais, conforme lhes garante o direito as leis 7.783/89 e 7.311/2002. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo (Sindipúblicos), desde 2015 não se tem greve no funcionalismo público estadual no Espírito Santo.

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Segundo a diretora jurídica do Sindipúblicos, Renata Setúbal, a entidade teve uma conversa com o Governo do Estado antes de a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) aprovar o reajuste de 4,5% para servidores do Executivo, do Legislativo, do Ministério Público Estadual (MPES) e do Tribunal de Contas (TC-ES), no dia 07 de maio, e do Poder Judiciário, no dia 09 de maio. Nessa reunião, afirma a diretora, foi dito que não seria dado nenhum reajuste do tíquete alimentação nem das diárias, apenas foi sinalizado que haveria um reajuste, mas na ocasião não foi informado quanto seria.

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"Nossa intenção é abrir uma negociação com o governo porque vemos o Espírito Santo com uma saúde financeira muito boa, mas gastando menos com o servidor público que qualquer outro estado da federação. Estamos dispostos a negociar essa recomposição salarial em três anos, ou seja, até o final do mandato do atual governador", diz a diretora jurídica do Sindipúblicos.

Outra reivindicação da categoria é a redução das disparidades salariais entre os níveis de escolaridades. A diretora jurídica do Sindipúblicos e servidora de carreira do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) diz que a carreira de nível superior no Executivo estadual paga R$ 6.911,73 de salário inicial para 40 horas de trabalho por semana, enquanto o analista judiciário recebe inicialmente R$ 7.048, 65 para 30 horas de trabalho por semana. "O Espírito Santo é o estado que menos que gasta com o servidor público. Quando acontece isso, se gasta menos com o atendimento à sociedade", ressalta a diretora do Sindipúblicos.

Se a categoria decidir pela greve nesta quinta-feira, o sindicato terá que protocolar a pauta de reivindicações junto ao Governo do Estado, que terá um prazo de dez dias para responder, podendo continuar a negociar por mais 20 dias e apresentar uma proposta. Só após esses prazos é que uma nova assembleia poderá decidir pelo início da greve, caso as negociações não vinguem.

Texto de Juliana Rodrigues


Fonte: ES Hoje
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